terça-feira, 22 de julho de 2008

Mataram Lampião!?

"Seo Virgulino Ferreira,
conhecido Lampião,
Muito fala que é bandido
o Imperador do Sertão".
(autor desconhecido)

“28 de julho de 1938. Policiais alagoanos, sob comando do tenente João Bezerra, deram cabo do homem mais temido na história do sertão nordestino. Lampião caiu morto sem tempo para reagir. Maria bonita e mais nove cangaceiros também não escaparam do ataque surpresa. Setenta anos depois, poucos da época ainda vivem, a notícia ainda impressiona”. (Pedro Rocha)

A estética do Vida & Arte Cultura Especial, do último dia 20, foi concebida segundo os conceitos dos cotidianos riscados pelo do Rei do Sertão. Sabe-se que Lampião tinha regras, cultura e moda própria. As roupas, inspiradas em heróis e guerreiros, como Napoleão Bonaparte, eram desenhadas e confeccionadas pelo próprio cangaceiro. Os chapéus, as botas, as cartucheiras, os ornamentos em ouro e prata, mostram sua habilidade como artesão.

O couro é o elemento principal desse legado estético. A partir desse referencial, tomei emprestados ornamentos do chapéu do cangaço para criar as cabeças e a numeração das páginas.

Além do chapéu de Lampião, sua cartucheira, seu rifle e seus óculos serviram de referência editorial e gráfica nas oito páginas da edição. Persegui ainda a coloração do couro, a própria palheta de tons do agreste e do resgate do tempo decorrente. Optei pela aplicação de um marrom (sépia) nas fotos. Nas imagens, observem, há interferência de uma textura corroendo a mancha fotográfica para referenciar o resgate temporal. Na infogravura da capa, utilizei a mesma linguagem.

O diálogo com Lampião também vem pelo traço e texto do ilustrador Guabiras. Um primoroso infográfico de páginas duplas mostra o dia do massacre de parte do bando, com o passo a passo e as muitas versões sobre o ocorrido. Há ainda um mapa com a cronologia da vida do maior cangaceiro do Nordeste e um raio-x dos utensílios do cangaço.

Créditos: Jornal O Povo > Andrea Araujo(Concepção Gráfica); Andrea Araujo e Amaurício Cortez (Edição de Arte); Guabiras (infografia/textos); Luciana Pimenta (finalização da infografia); Pedro Rocha (texto); Emerson Maranhão (edição de texto)

A reportagem seguirá com páginas diárias sobre a história do cangaceiro.


O CONCEITO



A CAPA

OS NÚMEROS


OS ELEMENTOS

O PROJETO

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Maio 68

Andrea + Gil + Carlus

A imagem do filme Acroos the Universe e a arte espontânea dos pôsteres e das pichações de rua que definiram a estética visual e gráfica do movimento que abalou a Quinta República, serviram como inspiração para concepção gráfica do caderno de Maio de 68.



A Primeira Página da edição, com um quadro no formato de um "L" invertido, resgata a estética visual da edição especial.


Páginas internas do caderno Maio de 68





sexta-feira, 16 de maio de 2008

Trilogia do Sertão

Andrea + Gil

O caderno Chuvas do Sertão faz parte da mesma série do Mares e do Desertos do Sertão veiculados em 2007 no jornal O Povo. Os Mares do Sertão, ganhou o Prêmio Esso Nacional de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. O Mares e o Desertos do Sertão, juntos, ganharam o Prêmio Dom Helder Câmara, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Prêmio BNB de Jornalismo em Desenvolvimento Regional - Edição 2007, os dois também em categoria nacional.

A concepção gráfica dos cadernos segue uma linguagem visual. Na cabeça das páginas, um elemento da natureza simboliza a temática do caderno. No Chuvas do Sertão uma folha com gotas d'água compõe a identidade.

Também criamos uma palheta de cores, verde e azul. Traduzindo o verde das plantas e o azul do céu em tempos de abundância. Os títulos, na fonte Ziggurat, nas cores verde e branco, são transparentes, para referenciar a água do sertão.

A edição de imagens não foi fácil. Era um suspiro a cada imagem. Então, elegemos uma grande foto para abrir nas páginas. Assim, cada página possui uma manchete visual que conota a grandeza do nosso sertão. A produção fotográfica é de Fco Fontenele e Sebastião Bisneto.

Como as imagens eram maravilhosas, escolher a capa não foi nada fácil. Chamamos a chefia de redação, os repórteres e a fotografia para essa difícil tarefa.




Alguns estudos de capas.